13 novembro 2009

FUTEBOL JOVEM-COMPETIÇÃO OU FORMAÇÃO?

Nos tempos que correm a ocupação dos tempos livres dos jovens é essencial para eles, e principalmente para os próprios pais. As vidas mudaram e ter onde deixar os filhos passou a ser um problema. O futebol surge como uma ocupação que fomenta o exercício físico, o bem estar social, a interacção em grupo, e o gosto normal que os miúdos têm por "a bola": muitos ficarão com certeza a chorar se ficarem num atelier de música ou de pintura, mas não dormirão na véspera daquele treino ou daquele jogo. A motivação é outra! O acompanhamento dos pais é fundamental. Dão o equilíbrio mental às crianças, envolvem-se no processo, fazem-nos sentir bem e não é difícil vermos a alegria dos catraios ao marcarem um golo e, como vêm na TV, irem dedicar à mamã que está a ver o jogo. Mas...esse efeito poderá ter o efeito contrário. Infelizmente também vemos muitos papás a chamar nomes ao árbitro, a pressionar os próprios filhos, a darem indicações para os miúdos diferentes das dos técnicos. Até tenra idade, as crianças revem-se nos actos dos pais. E mais do que quererem que os filhos sejam Ronaldos, deverão querer que sejam boas crianças e futuros bons homens. A competição é saudável, mas serão os resultados desportivos mais importantes do que a formação de homens? Como reagirá um jovem no futuro às injustiças e adversidades da vida, quando os seus pais reagem com insultos, com nomes feios, ao simples facto de um árbitro não marcar um simples lançamento ou um simples livre, num simples jogo, que dá ou não uma simples vitória, numa simples competição, comparado com o que a vida nos trará no futuro?

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